18 de jan de 2018

RESENHA: TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO

TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Páginas: 256

Ano: 2017

Nota: 4,5/ 5

Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, o autor do inesquecível “A Culpa é das Estrelas”, lança o mais pessoal de todos os seus livros: “Tartarugas Até Lá Embaixo”

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, distúrbio mental que o afeta desde a infância –, “Tartarugas Até Lá Embaixo” tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.



Olá leitores!!! Tudo bem com vocês? Hoje temos nossa primeira resenha de 2018, espero que gostem. Eu comecei o ano com um livro que queria muito ler, desde seu lançamento vem sendo muito comentado por todos. Depois de seis anos o autor, John Green lançou um livro que fez e está fazendo um sucesso incrível em todo o Brasil. Não tinha como a editora intrínseca errar no lançamento de Tartarugas Ate Lá Embaixo, que é o melhor livro do autor, sem dúvidas esse livro está guardado no meu coração.

Tudo começa com o desaparecimento de um bilionário, Russell Pickett. Aza Holmes e sua melhor amiga, Daisy, começam a investigar esse acontecimento, já que estão oferecendo 100 mil dólares para quem der uma informação concreta do paradeiro do bilionário. Mas por um acaso ou por foças do destino o filho de Russel era um amigo do passado de Aza e que agora é um garoto perdido com um pai desaparecido. Mas sabem aquele momento que crescemos e um amigo acaba se perdendo no passado por algum motivo e você não teve mais notícias dele? É isso que acontece com Aza e Davis. Mas o desaparecimento do pai dele pode fazer os dois voltarem a serem amigos, ou até mais que isso.


Como todo livro do John Green esse também faz o leitor pensar, e muito. A protagonista, Aza, tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) que faz com que ela entre em espirais de pensamentos fazendo com que se sinta cada vez pior e mais reprimida e enganada por si mesma. É bem marcante a forma que o autor trata desse transtorno no livro, é tão real e “palpável” o jeito que ele mostra como aquilo realmente acontece com as pessoas, como é não ter controle sobre seus próprios pensamentos e atitudes.

“... até você finalmente se dar conta de que não está preso na cela. Você é a cela.”

É muito bom ver o crescimento de todos os personagens, como Davis lida com seu irmão mais novo sem seu pai, como Aza vive com o seu transtorno e tenta ter uma vida normal. É lindo a forma como esses dois personagens se aproximam e como são sinceros e verdadeiros um com o outro. O livro tem inúmeras frases que faz com que o leitor leia e reflita e se coloque no lugar do personagem.

“Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar que veja o mesmo mundo que o seu.”

O que mais me chamou atenção no livro é a relação do Davis com a Aza, não é uma relação que vemos nos outros livros, cada um sabe seu limite e o outro respeita. É bonito ver o crescimento de ambos, mesmo que no final tudo fique perfeito eles estarão sempre ali para ser o ombro amigo um do outro, mesmo que o ali seja distante. Sabe aquele amigo que você não vê a tempos, mas que quando se reencontram é como se nada tivesse mudado? É assim que vejo a relação desses dois personagens.


Esse livro é muito bom um dos melhores do autor, a história é muito bem construída e o enredo não deixou a desejar nenhum pouco. Para quem já está familiarizado com a escrita do John Green será como rever um amigo dos velhos tempos, a leitura é leve e simples, características que o autor não perdeu com esses anos. Eu amei esse livro e indico muito.

8 de jan de 2018

OS MELHORES FILMES DE 2017

Mesmo tendo apresentado algumas peças lamentáveis, o cinema em 2017 teve seu saldo bem mais positivo do que negativo. Nesse top 10, listaremos o que consideramos os melhores filmes do ano dentro de muitos gêneros. Lembrando que se trata de um ponto de vista técnico, e que gosto não se discute.

Disclaimer: Apesar de termos achado Star Wars: Os Últimos Jedi um dos melhores filmes do ano, resolvemos não o pôr na lista, para dar chance a outros filmes que também merecem estar no top 10. O mesmo vale aos filmes de herói, em 2017 tivemos vários filmes excelentes nesse gênero, porém, limitamos nossa escolha a apenas um (o que julgamos o melhor filme de herói do ano) por motivos já citados.
Vamos à lista:



10 - T2 – Trainspotting: Apesar de ter passado bem despercebido, a sequência do clássico de Danny Boyle se mostrou um filme denso, dramático e lindo, assim como seu antecessor. Excelentes atuações e uma direção primorosa fizeram deste o filme que abre nossa lista de melhores do ano. Leiam a crítica no blog.




9 – Corra! – Jordan Peele é conhecido bastante por seu trabalho com comédia, por isso, o terror “Corra!” não foi levado à sério até sua estreia. Uma das mais gratas surpresas do ano, o longa é pautado por momentos de tirar o fôlego e fazer o público colar na cadeira. Fora a direção exemplar e uma ótima atuação de Daniel Kaluuya como Chris, o filme ainda nos apresenta uma excelente discussão sobre o racismo.
Destaque para as reviravoltas, que me deixaram maluco!




8 – Dunkirk: “Christopher Nolan fazendo filme histórico.” Essa frase sozinha já venderia o filme. O diretor de Interestelar e de Amnésia nos surpreendeu com seu longa sobre A Batalha de Dunkirk, ocorrida em 1940, no litoral da França.
Apesar de não ter muito derramamento de sangue como outros longas sobre Segunda Guerra Mundial, Dunkirk consegue demonstrar a brutalidade da guerra tão bem ou melhor do que os outros. A direção de Nolan mostra uma visão bem menos poética do período, pesando muito mais na crueza dos acontecimentos. Por conta disso, o filme se torna bem intenso e angustiante. Obrigatório para os fãs do diretor.




7 – It: A Coisa: Ao contrário de A Torre Negra, outra adaptação de uma obra do mestre Stephen King, It: A Coisa foi um sucesso em todos os sentidos.
Mesmo tendo um tom ligeiramente diferente do esperado, o filme não decepcionou em nada do que propôs a entregar. Com seus personagens incrivelmente carismáticos, um vilão amedrontador e cenas de terror muito bem construídas, o filme de terror do palhaço Pennywise se tornou o mais rentável da história dos Estados Unidos. Tem crítica no blog.




6 – Bingo: O Rei das Manhãs: Já que o assunto é palhaço, vamos para um filme nacional. O filme inspirado na história de Arlindo Barreto foi uma excelente surpresa e já se estabeleceu como um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos.
A direção de Daniel Rezende é impecável, o clima dos anos 80, os figurinos, a trilha sonora e a atuação hipnotizante de Vladimir Brichta como Augusto Mendes fez o filme ser cotado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e mesmo ele não tendo conseguido chegar aos indicados, continua sendo um dos melhores do ano.




5 – War For The Planet Of The Apes: O capítulo final da história do macaco Caesar (Andy Serkis) já era esperado em qualquer lista de melhores do ano. Conseguindo ser ainda melhor que seus dois antecessores, o longa nos deu uma visão ainda melhor da sociedade dos símios e conseguiu empolgar e emocionar na mesma medida. Fechou a trilogia com chave-de-ouro.
Confira nossa crítica para mais informações.




4 – Mãe!: Filme polêmico, que dividiu opiniões e incomodou muitas pessoas com suas cenas fortes. O longa de Darren Aronofsky é recheado de metáforas e alegorias religiosas.
Os que conseguirem decifrar o filme e se satisfizerem com suas propostas vão encontrar uma experiência cinematográfica excelente. Com grandes atuações de Michele Pfeiffer, Ed Harris, Jennifer Lawrence e Javier Bardem, a película foi feita para chocar e incomodar. Recomendo a todos que não tem estômago fraco e que tem paciência para fazer a mente trabalhar durante uma história.




3 – Logan: O QUE FALAR DE LOGAN? Uma despedida perfeita para Hugh Jackman? Sim!
O terceiro filme do Wolverine conseguiu nos fazer esquecer de tudo que vimos nos dois últimos. Recheado com uma violência crua, que é muito presente na vida do próprio Logan, o filme nos entregou uma trama voltada aos personagens. Não é um filme sobre o Wolverine, e sim sobre o Logan. Emocionante e agressivo, o longa nos entrega excelentes performances de Patrick Stewart (Charles Xavier) e Hugh Jackman. Sem falar da estreante Dafne Keen (Laura/X-23). Além de ser o melhor filme de herói do ano, é o melhor filme do universo dos X-men e um dos melhores filmes de herói já feitos, junto com O Cavaleiro das Trevas.




2 – Baby Driver: Consideramos esse filme a maior surpresa de 2017. O longa sobre o jovem motorista de fuga, com um problema de audição e viciado em música nos rendeu momentos emocionantes durante sua exibição.
Com uma técnica impecável, Edgar Wright consegue transformar filme e música em uma coisa só com este filme. O ritmo é tão intenso que durante a exibição, você se pega sem saber como o filme vai acabar. Cada tiro é uma batida, cada movimento é uma nota. A escalada dos acontecimentos torna uma simples história de assalto em uma experiência eletrizante. Melhor filme do Edgar Wright, apesar de não discutirmos se alguém der esse posto à Scott Pilgrim.





1 – Blade Runner 2049: A continuação do aclamado longa de ficção cientifica de Ridley Scott nos traz de volta ao mundo dos replicantes de uma forma espetacular.
Com um ritmo lento e silêncios propositais, o longa dirigido por Denis Villeneuve nos leva a uma jornada de autodescoberta com K (Ryan Gosling). Fotografia primorosa, direção impecável, excelente roteiro e muita emoção trouxeram esse filme à nossa primeira colocação e elevou Villeneuve como um dos maiores diretores da sua geração.
Leiam a crítica no blog.



Por: Rennan Gardini

6 de jan de 2018

OS PIORES FILMES DE 2017

2017 no geral foi um bom ano para o cinema, mas mesmo assim podemos listar algumas produções que se destacaram negativamente entre os amantes da sétima arte e o público em geral. Lembrando que os filmes estão sendo analisados pelo ponto de vista técnico, o gosto de cada um não deve ser discutido. Vamos à lista:



10 – Baywatch: Ambos Dwayne Johnson (Bem Vindo à Selva) e Zac Efron (Vizinhos) já se mostraram competentes atuando em filmes de comédia. Porém, nem o carisma dos dois atores salvaram esse remake da série estrelada por David Hasselhoff. Piadas bobas e repetitivas e um roteiro fraquíssimo até mesmo para uma premissa tão simples fizeram desse o filme que abre nossa lista.




9 – Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar: No início dos anos 2000 tivemos uma grata surpresa com a chegada do primeiro filme da franquia. A Maldição do Pérola Negra tinha tudo para iniciar uma franquia de sucesso. Um protagonista carismático, um vilão legal, ótimas cenas de ação e um roteiro bem escrito, porém, com o passar dos anos suas sequências foram ficando cada vez mais fracas. A Vingança de Salazar não é uma exceção, sendo o filme mais esquecível da franquia, mesmo tendo no elenco o vencedor do Oscar Javier Bardem. Um elemento bom não salva um filme ruim.




8 – Transformers: O Último Cavaleiro: Por falar em franquia desgastada, mais uma sequência desnecessária foi adicionada à saga dos robôs alienígenas gigantes. Michael Bay mais uma vez nos brindou com um festival de cenas de ação confusas e roteiro fraco. Nem o apelo de se tratarem de máquinas gigantes se matando foi capaz de salvar esse filme. CHEGAAAAAAA!




7 – Ghost In The Shell: Pode- se argumentar que o que fez esse filme ser tão mal-visto foi o fato de ele ser comparado com as obras originais. Mas a verdade é que mesmo o analisando sozinho, ainda encontraríamos um filme que não se decide como quer ser, uma histórica filosófica que aborda identidade ou um filme de ação frenético? Com um história muito atropelada e personagens desnecessários, Ghost In The Shell não chega lá em nenhuma das vertentes que se propõe a entregar. Minha dica é: assistam a animação original, ela é maravilhosa.
Ps: A Música fez muita falta. (Ghost in the Shell )




6 – Alien: Covenant: O trailer engana muito, senhoras e senhores. Em 2012 muitos fãs da franquia foram ver Prometheus com altas expectativas e saíram do cinema decepcionados. Apesar de não se igualar à decepção que seu antecessor causou, Covenant ainda é uma decepção, afinal nos foi prometido que a franquia voltaria às raízes. E mesmo isso sendo em partes verdade, Ridley Scott derrapou muito com esse filme. Horas terror, horas drama familiar, horas ficção científica, horas filosofia existencial, o filme não aposta em um gênero para seguir e isso acaba sendo a sua perdição. O elenco acaba sendo bem fraco, não dando brecha para o espectador se importar com ninguém, salvo Michael Fassbender, que assim como em Prometheus, carrega o elenco nas costas.




5 – A Torre Negra: 2017 foi o ano de Stephen King. O mestre do horror teve várias de suas obras adaptadas e duas alcançaram extremos. Enquanto IT: A Coisa foi um absoluto sucesso, a esperada adaptação da aclamada série de livros A Torre Negra se mostrou um fiasco. O Rolland Deschain de Idris Elba não convence, o universo não é bem apresentado e durante a exibição, diversas vezes você pode se pegar pensando “Meu Deus, que filme chato!” Roteiro confuso e personagens pouco desenvolvidos é o que você vai encontrar se ver esse filme.




4 – A Múmia: é normal nos sentirmos animados a assistir um filme de ação de Tom Cruise. O remake de A Múmia, no entanto, acaba sendo um filme de ação tão ou mais genérico quanto o próprio trailer aparentava. Apesar de ter momentos divertidos, o filme se preocupa muito mais em estabelecer uma base para o universo de monstros da universal do que em fazer um bom filme. A Múmia de Tom Cruise no faz sentir muita falta de Brendan Fraser.




3 – Bright: A ideia de um universo onde humanos, orcs, elfos e fadas convivem com implicações sociais parecia ótima, mas a execução deixou muito a desejar. O filme se apressa em apresentar o universo, se apressa em apresentar os personagens, se apressa em apresentar o plot e depois quando tenta desenvolver algo com tudo mal-apresentado, ele acaba tropeçando nos próprios conceitos. Um universo rico que poderia ser muito melhor explorado se resume a um filme bem esquecível. Por diversos momentos, você se pega muito mais odiando os personagens do que os amando. Seja o nice guy (como sempre) de Will Smith ou o Orc desajustado de Joel Edgerton. Bright tenta mesclar fantasia, filme policial, drama e críticas sociais e acaba falhando em todos os quesitos.





2 – Emoji: Se você pensava que a ideia de fazer um filme sobre Emojis era apenas uma maneira de ganhar dinheiro explorando algo que não é profundo o suficiente para fazer um filme, você está redondamente correto. A animação é recheada de piadas sem graça (não do tipo bom) e trocadilhos idiotas e espera com isso conseguir conquistar algumas risadas do público, o que não consegue.




1 – Death Note: Amamos a Netflix com todas as nossas forças, mas devemos admitir que as vezes ela comete uns erros. O live action americano que é uma adaptação do sucesso japonês acabou irritando muito os fãs da obra original. Mesmo mexendo com elementos fantasiosos, nada parece fazer sentido nesse filme, as coisas são mal explicadas e os personagens caem de paraquedas na trama. Além de fugir muito da proposta do mangá/anime, Death Note consegue incomodar não só os já familiarizados, como os que nunca consumiram nada relacionado à obra original. Não foi um bom ano para as adaptações de animes.



Por: Rennan Gardini

25 de dez de 2017

RESENHA: O VERÃO DA MINHA VIDA

O VERÃO DA MINHA VIDA

Autora: Nova Weetman

Editora: Harper Collins

Páginas: 224

Ano: 2017

Nota: 4/5

Sinopse: A vida é feita de escolhas, e ninguém sabe melhor disso do que as meninas! Terminar o dever ou ir para o shopping? Juntar a mesada para aquele celular incrível ou comprar o box da sua série mais amada? São tantas decisões...
As personagens da coleção Escolha o seu felizes para sempre também têm muitas opções — aqui cada escolha delas é sua, e é você quem decide o caminho que elas devem tomar. Siga o seu coração e veja aonde ele leva, ou volte atrás e escolha tudo outra vez!

 É o último dia de aulas e Frankie só consegue pensar que seu verão não está prometendo: um calor de morrer e seu violão como única companhia... Isto é, até que surge uma oportunidade de ir para Londres nas férias! Isso pareceria ótimo se não significasse reencontrar Jake, o menino que partiu seu coração. Além disso, Frankie ainda precisa decidir se férias na praia com o pai são uma saída perfeita ou uma torta de climão, já que seu pai está com uma namorada nova, que também tem uma filha! Será que ela vai perceber que esqueceu Jake de vez? Ou vai acabar enterrando a nova 'irmã' na areia? Cabe a você decidir o que Frankie vai fazer em O verão da minha vida!


Olá leitores!!! Tudo bem? Hoje temos resenha de um livro MUITO amorzinho e diferente de tudo o que já li. A editora Harper Collins nos mandou o livro O Verão da Minha Vida, da coleção Escolha o seu Felizes para Sempre. Eu não tenho muito costume de ler romances, sou mais de fantasia, vocês já devem ter percebido pelos livros que mais veem por aqui. Mas esse livro é muito fofo e o leitor tem como mudar o rumo da história inteira, isso foi o que mais me deixou empolgada com a leitura.

Frankie é uma adolescentes, com dramas adolescentes. Seus pais são separados, tem uma melhor amiga que está sempre ao seu lado, já teve seu coração partido e está se apaixonando novamente. As férias estão chegando e tudo o que Frankie quer é curtir um pouquinho, já que ficara em casa por semanas. Mas antes do seu último dia de aula seu pai, que nunca se envolveu com ninguém, apresenta sua nova namorada e a chama para passar as férias na praia com o casal e com a filha de sua nova madrasta. Frankie fica assustada e resolve dar uma resposta depois, já que está atrasada para a escola e isso tudo é muito novo para ela.
Quando chega mais tarde a casa de sua mãe depois de um dia terrível e cheio de decepções, Frankie é convidada a ir para Londres, pois sua mãe irá buscar um prêmio de desing e pensou em levar a sua filha para passarem um tempo juntas. Mas nem tudo são flores, elas ficarão hospedadas na casa de Tina, mãe de Jake que foi quem partiu o coração de Frankie.


E é nesse ponto que todo a magia desse livro acontece, o que você escolheria? Ir para uma praia paradisíaca, mas teria que aguentar a filha de sua madrasta ou iria para Londres, mas teria que lidar com um amor do passado?

Todo o final de capitulo vem com 2 perguntas, onde o leitor escolhe o final feliz para a Frankie. Isso é muito legal, pois acho que todos nós já passamos por aquele momento no livro que o personagem toma uma decisão TOTALMENTE errada e você não tem como mudar isso, mas no livro O Verão da Minha Vida você pode fazer isso, deixar a história mais emocionante, ou mais calminha, afinal nós decidimos que ruma a história irá levar.

Vemos Frankie tentado lidar com todas essas escolhas que são postas a ela. Como a protagonista é tão jovem, vemos a ingenuidade e a imaturidade em algumas situações, mas isso torna a história mais real, com dúvidas reais. Algumas situações são clichês, mas mesmo assim amei o livro e o rumo que eu dei para a história.

Eu li o livro em um dia, a escrita da autora é extremamente leve, a leitura fluiu com muita facilidade que mal percebi o livro terminando. O leitor pode escolher entre 8 finais diferentes, isso deixa tudo muito mais divertido. Eu li todos os possíveis caminhos e finais que a protagonista poderia seguir e escolhi o final que mais gostei para que ela fosse feliz. Qual final você escolheria?




Por: Monique Braga

3 de dez de 2017

O JUSTICEIRO – CRÍTICA


Adianto logo uma dica. O Justiceiro é uma série melhor para se ver aos poucos e não em maratona.

Tornou-se comum nas séries Marvel/Netflix se utilizar do recurso “herói” para abordar temas essencialmente humanos. Em Luke Cage, por exemplo, a abordagem da série se volta para o racismo, por se tratar de um personagem negro do Harlem. E em Jessica Jones a abordagem é voltada aos abusos e à depreciação da figura feminina.

Em O Justiceiro também foi utilizada uma abordagem humana, vemos muito pouco do anti-herói e bem mais do homem Frank Castle. A série é de longe a mais pesada de todas as séries da parceria Marvel/Netflix, porém seu peso não está apenas na violência ou nas cenas agressivas que sabíamos que a série teria. O maior peso da série, na verdade, está na angústia sentida constantemente por alguns personagens, principalmente por Frank. Essa angústia foi muito bem passada aos espectadores, você se sente mais “pesado” ao assistir.


A série sofre do mesmo problema das outras produções, o ritmo. Enquanto vemos O Justiceiro, assim como em Demolidor sentimos que a trama poderia ter alguns episódios a menos e que as histórias e personagens paralelos, apesar de serem interessantes e terem um nível de importância para a história em geral, acabam se arrastando um pouco e tomando mais tempo de tela do que deveriam.

A temporada começa com um Frank Castle “aposentado”, tentando manter a discrição após os acontecimentos em Demolidor. Frank lida mais do que nunca com o peso do assassinato de sua família e se mostra cada vez mais inquieto, até que acontecimentos inesperados o fazem voltar à ativa e ele se vê no meio de uma conspiração militar.

Seguindo a linha das outras séries, os temas abordados em O Justiceiro são os traumas pessoais e a maneira que a guerra afeta uma pessoa. Algo que pode incomodar algumas pessoas é o fato de que O Justiceiro, com caveira no peito e armado até os dentes, aparece pouco, a série não se segura no “mito” do anti-herói e busca mostrar muito o lado mais humano no personagem Frank Castle, o que acaba sendo uma das maiores virtudes da trama, apesar de não agradar a todos.

A violência presente na série está longe de ser banal. Sua presença na trama está associada à sua presença na vida de Frank, como a violência o persegue e como ele abraçou esta violência como parte de sí mesmo. A atuação de Jon Bernthal é excelente, seu Frank Castle vive a dor e amargura constantemente e quando acontece um raro momento de alívio, o passado o puxa de volta para a dor, Bernthal consegue transitar pelos sentimentos muito bem.


As tramas e personagens paralelos são muito associadas ao próprio Frank. Temos a família de Micro (Ebon Moss-Bachran, que está muito bem, por sinal) que serve para lembrar Frank que o que ele perdeu não vai voltar; Curtis Hoyle (Jason R. Moore), com o falso otimismo de alguém com profundos traumas; a trama de Lewis Walcott, a mais interessante de todas; Karen Page, que justifica sua presença ajudando a amarrar as tramas paralelas com a história do protagonista; Billy Russo (interpretado por um canastrão Ben Barnes) e seus mercenários e o arco da policial Dinah Madani (Amber Rose Revah), que apesar de necessário, acaba não acrescentando tanto e sendo o mais monótono de todos os arcos da história, além da personagem não ser tão interessante.


A série se difere das outras por tomar um rumo mais realista e verossímil. Castle é um homem. Ele não tem super-poderes e nem dinheiro. Castle apanha, e apanha muito durante os 13 episódios, sua grande virtude é sempre se levantar, não importa o quanto suas ações o castiguem. Apesar de tudo isso, ainda se trata de uma série de herói (ou anti-herói, no caso). Castle sempre acaba escapando, é salvo e se cura mais rápido que alguém normal, mas nada disso afeta a história, serve apenas para nos lembrar que não estamos vendo um documentário e que nesse universo ainda existem super-heróis, apesar da atmosfera da série ser muito à parte desse universo.

O Justiceiro tem seus erros, de ritmo e tramas secundárias. Mas, tudo se justifica nos episódios finais, quando todas as histórias se encaixam. Vale citar também um dos primeiros episódios, que faz referência à Born de Garth Ennis, que é considerada a origem definitiva do personagem nos quadrinhos.


Apesar dos problemas da série, ela é uma das melhores (talvez a melhor) produções Marvel/Netflix e consegue alcançar sua autenticidade. Seu peso ajuda na construção de uma história emocional e essencialmente humana, sem fugir da própria essência desse personagem complexo que vimos em várias HQs das linhas War Journal e Marvel Max.


Apenas assistam, vale à pena.



Por: Rennan Gardini
 renata massa