quinta-feira, 27 de julho de 2017

RESENHA: DELÍRIO

Delírio

Autora: Lauren Oliver

Editora: Intrínseca

Páginas: 352

Nota: 3.5/5

Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?


Olá leitores!!! Hoje tem resenha nova aqui no blog de um livro que gostei muito. O livro é Delírio, da autora Lauren Oliver, que também já publicou o livro Antes que Eu vá. Delírio é o primeiro livro de uma trilogia distopia que tem como tema principal uma doença acometida pelo amor, a temida delira nervosa. Há muitos anos o amor causou guerras e destruição, deixando o ser humano egoísta e ambicioso. Mas cientistas descobriram a cura para essa doença, agora todos os jovens, ao completarem 18 anos, terão que passar pela intervenção, que promete tornar todas pessoas melhores, sem qualquer demonstração de amor ou outro sentimento.

O estado defende piamente que o melhor pra todos é a intervenção e a erradicação do delira nervosa, logo desde crianças as pessoas são moldadas conforme essa visão do governo. Como toda a história tem dois lados o livro também não é diferente, há rebeldes que resistem a essa intervenção, que são os simpatizantes, que muitas vezes são mortos, ou mandados para as criptas ou fogem para selva (chamados de inválidos). E nossa protagonista, Lena é exatamente assim, não simpatizante e sim bem padrãozinho, sempre com medo de fazer algo errado, que ela seja vista como uma fora da lei e seja punida por isso. Ela é a típica menina boazinha que anda na linha e nada vai tirá-la dela. Até que Alex surge.


Alex é um inválido, que finge ser curado para não ser condenado pelos governantes. Ele defende a erradicação da cura do delira nervosa, defende que as pessoas devem ser felizes por si mesmas, com erros e acertos, pensando por si próprias e não sendo robôs do governo. Essa é uma parte que faz o leitor pensar, o livro não é uma distopia inovadora, mas tem o seu valor. A autora mostra que podemos estar sendo controlados pelos padrões da sociedade, sempre tentando se encaixar, mas não achando a felicidade nisso. Mostra o quanto podemos ser acomodados e controlados só por pensar “isso vai continuar acontecendo independente do que eu faça”. O livro mostra exatamente ao contrário, que podemos sim fazer alguma coisa pra driblar essas padrões que são impostos a nós.

Mas voltando a história, esse casal é um pouco clichê, a certinha com o garoto rebelde, mas o legal é que os dois personagens crescem juntos, eles sempre estarão um ao lado do outro pro que der e vier. Essa doença pode ter sido a melhor coisa que já aconteceu com Lena.
Eu gostei da história como um todo, a escrita da autora é ótima, eu peguei rapidamente o ritmo da leitura. No começo eu achei a Lena EXTREMAMENTE chata, devido ela ser essa garota toda bobinha, na linha e sempre ser subestimada pela família. Mas com o passar dos capítulos a história pegou forma. Indico muito o livro, eu me surpreendi a cada página. Vocês não vão se arrepender. De vez em quando ficar doente do delira nervosa não é tão ruim assim.

Um comentário:

  1. Olá!
    Nossa não conhecia mais nenhum livro da Lauren Oliver, acredita? =O
    Amei saber dessa, estou adorando ler distopias e achei a temática dela fantástica. Gosto muito de histórias reflexivas e quando as distopias focam nos sentimentos humanos, é aí que eu gosto mais!
    Parabéns pela resenha! O livro já está na minha lista ♥
    Beijos!

    Books & Impressions

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