quinta-feira, 20 de julho de 2017

RESENHA: TRÊS COROAS NEGRAS

Três Coroas Negras

Autora: Kendare Blake

Editora: Globo Alt

Páginas: 304

Nota: 4.9/5

Sinopse: A cada geração na ilha de Fennbirn nascem rainhas trigêmeas: três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a Rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões. Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. 
Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa. Na hora de reinar, apenas uma restará.

Oi oi leitores!!! Como vocês estão? E as leituras das férias? Eu estou bem feliz nessas férias, pois estou conseguindo pôr algumas leituras em dia e a última delas foi Três Coroas Negras, da autora Kendare Blake. Eu estava querendo ler esse livro desde o lançamento, muitas pessoas falaram dele nas redes sociais e isso só me deixou mais curiosa. Então eu li e, meus leitores, que livro foi esse?! Fazia um tempinho que não lia fantasia, eu estava mais na onda do terror, mas Três Coroas Negras foi uma excelente leitura para retomar o meu estilo favorito de leitura.

Nossa história começa com a apresentação de três personagens principais, irmãs, trigêmeas, mas com personalidades e dádivas totalmente diferentes. A cada geração uma trinca nasce, três rainhas que devem lutar pelo trono, três rainhas que são criadas para matar e governar sozinhas, pois apenas uma das irmãs irá sobreviver. Quando as rainhas têm apenas seis anos elas são separadas e vão morar com suas respectivas “casas”, quando completarem dezesseis anos elas se reencontraram, mas não para estabelecerem um vínculo familiar e sim para se matarem, pois apenas uma irmã será coroada.

No livro os capítulos são intercalados entre as três rainhas, a primeira que nos é apresentada é a Rainha Katharine, uma envenenadora, que tem habilidade de manipular os venenos mais mortais. Katharine é a mais frágil das três, a dádiva dela ainda é fraca e não se manifesta com grandiosidade como deveria ser a de uma rainha. Eu tive pena em diversas partes da Rainha Kat, pois ela é constantemente cobrada, os envenenadores tem a fama de serem maus, manipuladores e faz algumas gerações que as rainhas envenenadoras estão no poder. Portanto Katharine é sempre subestimada e diminuída por ser fraca. A última coisa que os envenenadores querem é saírem do poder.

A segunda irmã apresentada é a Arsione, uma naturalista, que pode fazer florescer florestas e domar o mais feroz dos animais, mas a Rainha Arsione não tem a menor vocação para ser uma naturalista. Como Kat, Arsione também é uma rainha fraca, sua dádiva não se manifestou nem um pouco. Ela tem a plena certeza que irá morrer portanto ela só segue com sua vida e seus deveres até que a hora de sua morte chegue. Apesar de sua dádiva ser ausente Arsione se mostra sempre forte e indiferente a essa “falha”, mas ela queria poder ser melhor, talvez ela siga um caminho que não terá mais volta. Uma curiosidade sobre os naturalistas, é que as pessoas com essa dádiva tem Familiares, que são animais que fazem parte deles como se fossem parte de seus corpos. Isso é extremamente interessante e bonito, a cumplicidade que os naturalistas tem com seus Familiares. O povo que mais gostei foram os naturalistas, eles são uma grande família, sempre por perto se Arsione precisar de ajuda. Mas é claro que nem todos gostam dela, já que sua dádiva é fraca, mas a rainha não se deixa abalar, ela não liga para o que os outros falam, ela é forte, mas usará coisas obscuras para conseguir um pouco de poder, de força.

A última rainha é a elementarista Mirabella, que tem a dádiva dos elementos da natureza, produz tempestades e raios com apenas um movimento. Mirabella é vista como a verdadeira rainha, sua dádiva é a mais poderosa vista em muitos anos, ela é ovacionada pelo seu povo. Todos tem a certeza de que ela conquistará a coroa. Essa foi a rainha que menos gostei ela é a mais delicada e defendida por todos, ela faz as coisas sem esforços pois sempre tem alguém pra fazer por ela, ela não é arrogante mas ela me incomoda de certa forma. Mirabella é sempre protegida por sacerdotisas, que não a deixam sozinha nem por um segundo, essas sacerdotisas querem o poder dos envenenadores, governar ao lado de uma rainha doutrinada por elas será uma nova era começando.

O livro mostra como é ter toda a pressão de representar um povo, de como é difícil tomar decisões com apenas dezesseis anos e como você pode estar sendo manipulado por alguém bem próximo e nem perceber. Outro ponto marcante no livro é como podemos ser “instruídos” a vida inteira a odiar uma pessoa sem nem mesmo conhece-la, sem nem mesmo dar uma chance de conhece-la. As rainhas são doutrinadas a odiar umas às outras, talvez seja mais fácil na hora de matar a sangue frio. Mas nem todas querem que isso aconteça mas o destino é imprevisível e tudo pode mudar. Durante todo livro é mostrada as rainhas a partir do seus décimos sextos aniversários, como elas estão se preparando para matar e governar.


O final desse livro me deixou CHOCADA, é inimaginável. Tudo parece bem, até que a autora MUDA TOTALMENTE o rumo da história. A cada página que eu lia eu queria descobrir mais sobre as rainhas, o passado delas, as gerações anteriores e o que aconteceria dali para frente. O livro é muito bom, eu li em pouco tempo, peguei o ritmo bem rápido. Gostei da escrita da autora, a descrição é o suficiente para fazer o leitor se sentir parte dela. Não se apegue muito aos personagens, pois eles podem dar uma facada bem nas suas costas. Três Coroas Negras é uma luta de poder, de influência e de sobrevivência. Afinal, apenas uma restará.

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